CENTAURO
Grupo de Astronomia Amadora
Dois Vizinhos / Maringá - PR

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O SISTEMA SOLAR

Plutão, o deus do inferno
da Nasa - Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Durante muito tempo considerado o planeta menor, mais frio e mais distante do Sol, Plutão também pode ser o maior de um grupo de objetos que orbita em uma região semelhante a um disco além da órbita de Netuno, chamada Cinturão Kuiper. Essa região distante consiste em milhares de mundos gelados em miniatura, com diâmetros de pelo menos mil quilômetros, e também se acredita que seja a fonte de alguns cometas.

Descoberto pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh em 1930, Plutão leva 248 anos para completar a órbita ao redor do Sol. A mais recente aproximação de Plutão do Sol ocorreu em 1989. Entre 1979 e 1999, a órbita altamente elíptica de Plutão o deixou mais próximo do Sol que Netuno, oferecendo raras oportunidades para se estudar esse pequeno mundo distante e frio e sua companheira, a lua Caronte.

A maior parte do que sabemos sobre Plutão surgiu a partir do final dos anos 70, através de observações feitas em terra pelo Satélite Astronômico Infravermelho (IRAS) e pelo Telescópio Espacial Hubble. Muitas das principais perguntas sobre Plutão, Caronte e os limites externos do sistema solar aguardam observações mais próximas por uma missão espacial com sondas.

Plutão e Caronte orbitam o Sol em uma região em que pode haver uma população de centenas ou milhares de corpos semelhantes, que se formaram no início da história do sistema solar. Esses objetos também são citados como objetos trans-netunianos, objetos do Disco Edgeworth-Kuiper ou anões gelados.

Plutão tem cerca de dois terços do diâmetro da Lua da Terra, e pode ter um núcleo rochoso cercado por um manto de água gelada. Devido à menor densidade, sua massa tem cerca de um sexto da da nossa Lua. Plutão parece ter na superfície uma camada brilhante de metano, nitrogênio e monóxido de carbono gelados. Quando está próximo do Sol, esse gelo derrete, sobe e temporariamente forma uma fina atmosfera, com uma pressão equivalente a 1 milionésimo da da Terra. A baixa gravidade de Plutão (cerca de 6% da terrestre) faz sua atmosfera ser muito mais extensa em altitude que a de nosso planeta. Como a órbita de Plutão é muito elíptica, o planeta torna-se muito frio durante os anos em que se distancia do Sol. Nessa época, a maior parte da atmosfera congela.

Em 1978, os astrônomos americanos James Christy e Robert Harrington descobriram que Plutão tem uma lua, que batizaram de Caronte. Ela tem quase a metade do tamanho de Plutão e compartilha a mesma órbita. Plutão e Caronte são, portanto, basicamente um planeta duplo. A superfície de Charonte é coberta de água suja gelada e não reflete tanta luz quanto a de Plutão.

Nenhuma espaçonave já se aproximou de Plutão. A Nasa está avaliando uma missão chamada Novos Horizontes que exploraria tanto o planeta quanto a região do Cinturão Kuiper. O lançamento mais próximo seria em 2006.

Como Plutão é muito pequeno e distante, é difícil observá-lo da Terra. No final dos anos 80, Plutão e Caronte passaram na frente um do outro diversas vezes durante vários anos. Observações desses raros eventos permitiram que astrônomos fizessem mapas aproximados de cada corpo celeste. Desses mapas descobriu-se que Plutão tem calotas polares, assim como grandes manchas escuras próximas de seu equador.

Plutão: dados-chaves

· Distância do Sol: 5.906.380.000 km
· Raio equatorial: 1,151 x 103 km
· Volume: 6,39 x 109 km3
· Massa: 1,3 x 1022 kg
· Área: 1,665 x 107 km2
· Gravidade: 0,81 m/s2
· Temperatura: de -233 a -223°C
· Atmosfera: metano e nitrogênio


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