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CENTAURO
Grupo de Astronomia Amadora
Dois Vizinhos / Maringá - PR

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O SISTEMA SOLAR

Espaço Interplanetário
da Nasa

Daqui do nosso pequeno mundo, nós temos contemplado o oceano cósmico por milhares de anos. Os antigos astrônomos observaram pontos de luz que pareciam mover-se entre as estrelas e os chamaram de planetas (peregrinos). Deram a esses objetos nomes de deuses romanos: Júpiter, rei dos deuses; Marte, o deus da guerra; Mercúrio, o mensageiro dos deuses; Vênus, a deusa do amor e da beleza; e Saturno, pai de Júpiter e deus da agricultura. Os astrônomos também observaram cometas com caudas cintilantes e meteoros -ou estrelas cadentes- aparentemente caindo do céu.

Desde a invenção do telescópio, mais três outros planetas foram descobertos no nosso sistema solar: Urano (1781), Netuno (1846) e Plutão (1930). Além disso, milhares de pequenos corpos, como asteróides e cometas. A maioria dos asteróides orbita uma região entre as órbitas de Marte e Júpiter, enquanto a casa dos cometas fica para lá da órbita de Plutão, na Nuvem Oort.

Os quatro planetas mais próximos do Sol -Mercúrio, Vênus, Terra e Marte- são chamados planetas terrestres porque têm superfícies sólidas rochosas. Os quatro maiores planetas além da órbita de Marte -Júpiter, Saturno, Urano e Netuno- são chamados gigantes gasosos. Minúsculo e distante, Plutão tem uma superfície sólida, mas mais gelada do que os planetas terrestres.

Quase todos os planetas - e algumas das luas - têm uma atmosfera. A atmosfera da Terra é composta principalmente de nitrogênio e oxigênio. Vênus tem uma atmosfera espessa de dióxido de carbono, com traços de gases venenosos, como o dióxido de enxofre. A atmosfera de dióxido de carbono de Marte é extremamente fina. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno têm principalmente hidrogênio e hélio. Quando Plutão está próximo do Sol, ele tem uma atmosfera finíssima, mas quando o planeta viaja para as regiões mais extremas de sua órbita, sua atmosfera congela e desmorona em sua superfície. Desse jeito, assim, com a atmosfera congelada, Plutão age quase como um cometa.

Nosso Sistema Solar tem mais de 130 satélites naturais (também chamados de luas), variando de corpos maiores que a nossa Lua a pequenos pedaços de fragmentos de rochas. Muitas dessas luas foram descobertas por sondas planetárias. Algumas delas têm atmosfera (Titã, de Saturno, por exemplo); outras, até campos magnéticos (Ganimede, de Júpiter). Io, uma das luas de Júpiter, é o corpo celeste com maior atividade vulcânica do sistema solar. Um oceano pode estar adormecido debaixo da crosta de gelada da lua Europa, de Júpiter, enquanto imagens de Ganimede mostram um movimento histórico das placas geladas da crosta. Algumas das luas planetários podem, na realidade, ser asteróides que foram capturados pela gravidade do planeta. Os asteróides capturados atualmente tomados como luas podem incluir Fobos e Deimos, de Marte, vários satélites de Júpiter, Febe, de Saturno, muitos dos novos satélites de Urano, e possivelmente Nereida, de Netuno.

De 1610 a 1977, pensou-se que Saturno fosse o único planeta com anéis. Agora sabemos que Júpiter, Urano e Netuno também têm sistemas de anéis, embora o de Saturno seja o maior. As partículas nesses sistemas de anéis variam em tamanho -da poeira a pedregulhos do tamanho de uma casa-, e podem ser de pedra ou de gelo.

A maioria dos planetas também tem campos magnéticos que se distendem no espaço e formam uma magnetosfera em torno do planeta. Essas magnetosferas rotacionam com o planeta, levando partículas eletricamente carregadas com elas. O Sol tem um campo magnético, a heliosfera, que envolve todo o sistema solar.

Os antigos astrônomos acreditavam que a Terra era o centro do Universo, e que o Sol e todas as outras estrelas giravam em torno da Terra. Copérnico provou que a Terra e os outros planetas do sistema solar orbitavam o Sol. Pouco a pouco, o Universo está sendo mapeado, e uma pergunta óbvia surge: Há vida em outros planetas? Apenas recentemente os astrônomos obtiveram ferramentas que detectassem grandes planetas em torno de outras estrelas em sistema solares vizinhos. Há, portanto, muito ainda a ser descoberto antes que essa questão seja respondida.

Missões exploratórias

As agências espaciais americana e européia enviaram até agora duas missões exploratórias do Sistema Solar. A primeira, ISEE-3, foi lançada em dezembro de 78 e está a caminho da Terra. A segunda, Gênesis, começou a cumprir sua missão de coletar partículas de ventos solar durante três anos em agosto de 2001.

ISEE-3/ICE
International Sun-Earth Explorer 3 foi parte de uma trio de astronaves enviadas para estudar o espaço interplanetário. Ela foi a primeira sonda a orbitar o ponto de oscilação de um corpo celeste e também a primeira a detectar ventos solares se aproximando da Terra.

Essa missão foi mais tarde renomeada para International Cometary Explorer e enviada para estudar os cometas Giacbini-Zinner e Harley. Quando contactada da última vez, a sonda estava numa trajetória que a trará para a Terra em 2014.

Gênesis
Lançada em agosto de 2001, a Gênesis está coletando para trazer à Terra cerca de 10 a 20 microgramas -equivalentes a poucos grãos de sal- de vento solar, uma corrente invisível de partículas eletricamente carregadas que fluem do nosso Sol. As amostras podem ajudar a solucionar mistérios da origem do nosso sistema solar permitir uma melhor compreensão sobre a composição do Sol.

Desde novembro de 2001, a Gênesis vem coletando as minúsculas partículas a uma distância de 1,5 milhão de quilômetros da Terra -um ponto em que as gravidades da Terra e do Sol estão equilibradas. A zona é chamada de ponto Lagrande 1. A Gênesis deve voltar para a Terra com as amostras em agosto de 2004.


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