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CENTAURO
Grupo de Astronomia Amadora
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AS LUAS DO SISTEMA SOLAR

Lua, o satélite natural da Terra
da Nasa

Os ritmos diários e mensais que determinam o comportamento do único satélite natural terrestre, a Lua, guiaram os registros humanos do tempo por milhares de anos. A influência do satélite sobre os ciclos terrestres, especialmente as marés, também foi mapeada por muitas culturas, em eras diferentes. Mais de 70 espaçonaves foram enviadas à Lua; 12 astronautas caminharam em sua superfície e trouxeram de volta 382 quilos de rochas e amostras de solo lunar para a Terra.

A presença da Lua estabiliza a oscilação da Terra. Isso permitiu que o planeta desenvolvesse um clima muito mais estável, ao longo de bilhões de anos de evolução, e pode ter afetado o curso e o desenvolvimento da vida na Terra.

Como a Lua surgiu? A principal teoria é a de que um corpo celeste de tamanho semelhante ao de Marte um dia colidiu com a Terra, e os destroços resultantes (da Terra e do corpo celeste envolvido na colisão) se acumularam para formar a Lua. Os cientistas acreditam que a Lua se tenha formado cerca de 4,5 bilhões de anos atrás (a idade das rochas lunares mais antigas, entre as amostras coligidas). Quando a Lua se formou, suas camadas externas se derreteram devido a temperaturas muito elevadas e formaram a crosta lunar, possivelmente com base em um "oceano de magma" global.

Da Terra, vemos sempre a mesma face da Lua, porque o satélite gira uma vez em torno de seu eixo mais ou menos no mesmo tempo em que completa uma rotação em torno da Terra. Esse fenômeno é conhecida como "rotação síncrona". Os padrões de luz e de escuridão na face visível da Lua deram origem a lendas como a de São Jorge e o Dragão. As áreas mais claras são os altiplanos lunares. As faixas mais escuras, conhecidas como mares, são bacias de impacto que se encheram de lava escura entre quatro bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás.

Depois desse período de vulcanismo, a Lua se resfriou, e desde então praticamente não mudou, excetuada a constante chuva de "ataques" de cometas e meteoritos. A superfície da Lua é cinza carvão, em termos de cor, e arenosa, com terra bastante fina. Esse cobertor poeirento é conhecido como regolito lunar, um termo que descreve camadas de detritos produzidas por ação mecânica em superfícies planetárias. O regolito é pouco espesso, e varia entre dois metros nos mares mais jovens a talvez 20 metros nas superfícies mais antigas, localizadas nos altiplanos.

Diferente da Terra, a Lua não tem vulcões ativos ou placas tectônicas em movimento. No entanto, sismômetros instalados pelos astronautas das espaçonaves Apollo, nos anos 70, registraram pequenos abalos em profundidades de algumas centenas de quilômetros. Os abalos provavelmente são causados por marés causadas pela atração gravitacional terrestre. Pequenas erupções de gás em algumas crateras, como a de Aristarco, também foram reportadas. Áreas magnéticas locais foram detectadas em torno das crateras, mas a Lua não tem um campo magnético semelhante ao da Terra.

Uma descoberta surpreendente na missão da sonda exploratória Lunar Orbiter, nos anos 60, foi a revelação de fortes áreas de grande aceleração gravitacional localizadas sobre os mares circulares. Essas concentrações de massa podem ser causadas por camadas de lavas basálticas, mais densas, que enchem os mares

Em 1988, a equipe de controle da espaçonave Lunar Prospector reportou a descoberta de água congelada em ambos os pólos da Lua. Impactos de cometas depositaram água na superfície do satélite, e parte dela migrou para áreas muito frias e muito escuras nos pólos.

Resta muito a ser descoberto sobre a Lua. Os pesquisadores continuam a estudar as amostras e os dados obtidos nas missões do projeto Apollo e outras, bem como os meteoritos lunares.

Lua: dados-chaves

· Distância média da Terra: 350.000 km
·
Raio: 1,7375 x 103 km
·
Volume: 2,1960 x 1010 km3
·
Massa: 7,358 x 1022 kg
·
Gravidade: 1,633 m/s2
·
Atmosfera: não tem.


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